Atendimento gratuito para rastreamento de câncer colorretal

Empresas e instituições da área da saúde lançam na próxima quarta-feira (29/10) a campanha "Quem procura, cura".

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Novembro de 2015 Edição do Mês

Da Redação


 

Empresas e instituições da área da saúde lançam na próxima quarta-feira (29/10) a campanha “Quem procura, cura” para rastreamento de casos de câncer de colorretal (CCR), o terceiro tipo de tumor mais comum em homens e mulheres no Brasil. O projeto alia objetivos assistenciais e de pesquisa, ao promover o atendimento gratuito a mais de 2,1 mil homens e mulheres com idades entre 50 e 70 anos do município de Belterra (PA).

O trabalho será realizado de maneira conjunta pelo Hospital Sírio-Libanês, responsável pelo apoio científico ao projeto, e das empresas Boston Scientific e Gastrocom, que fornecerão os equipamentos e acessórios necessários para a realização dos exames. Também terá a participação da Diagnósticos da América (DASA), no fornecimento de insumos e medicações.

Com dois anos de duração, o projeto será desenvolvido em sistema de mutirões, para realização de exames parasitológicos, de sangue oculto nas fezes, endoscopia digestiva alta, colonoscopia, biópsia e polipectomias e análises anátomo-patológicas. Além do atendimento à população, o objetivo é contribuir para o desenvolvimento de equipes regionais que possam se especializar e continuar com o atendimento posteriormente.

“Queremos fazer uma conscientização sobre a importância da realização de exames preventivos e de acompanhamento regular, para diminuir o preconceito que parte da população tem com relação a esses exames”, afirma Marcelo Averbach, coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês e um dos integrantes da equipe medica à frente do projeto.

Com o empenho da Superintendência de Pesquisa do Instituo Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, o rastreamento de câncer colorretal em Belterra terá a participação da Bandeira Científica, um projeto acadêmico de extensão universitária. Desta forma, dois acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estarão envolvidos na coleta de dados.

O projeto ainda conta com o apoio das autoridades e instituições locais, como a Prefeitura Municipal de Belterra, do Hospital Regional de Santarém e Unidade de Saúde Fluvial Abaré, além da importante participação do Dr Fabio Tozzi e Dr. Marcos Fortes, cirurgiões do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém. Ao todo, a iniciativa envolverá 54 agentes comunitários de saúde e oito enfermeiros, que terão o apoio da tecnologia e de um corpo clínico de alta especialidade.

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, neste ano, o Brasil registre cerca de 15 mil novos casos de câncer de cólon e reto em homens e 17.530 em mulheres. Números que correspondem a 15,44 casos novos para cada 100 mil homens e 17,24 para cada 100 mil mulheres.

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