Abramed vê com cautela o crescimento menor da economia em 2015

A presidente da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, Claudia Cohn, reiterou a importância de mais união entre os players do segmento saúde para 2015

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Novembro de 2015 Edição do Mês

Por Keila Marques


 

A presidente da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED), Claudia Cohn, reiterou a importância de mais união entre os players do segmento saúde para 2015 durante o encontro “Pró-Saúde 2015/Fechando 2014”, ocorrido na última quinta-feira, dia 11 de dezembro. A dirigente destacou que os avanços conquistados em 2014 não podem ser esquecidos, mas que é necessária uma maior representatividade política, já que o setor saúde corresponde a importante fatia contributiva do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O evento “Pró-Saúde 2015/Fechando 2014” foi promovido por diversas entidades de saúde tais como Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED), a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e o Sindicato dos Hospitais (SindHosp).

Importantes lideranças das instituições, além de associados e profissionais de saúde, puderam acompanhar duas conferências: a do cientista político Bolivar Lamounier e a do economista Eduardo Giannetti da Fonseca.

Laumonier traçou um panorama político do Brasil nos últimos anos e avaliou a truculência do último processo eleitoral. O cientista desenhou três possíveis cenários para o futuro do país. Para ele, na melhor das hipóteses, a presidenta Dilma respaldará as medidas do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Os outros cenários traçados por Lamounier são bem pessimistas com a previsão de mobilizações populares, queda da credibilidade externa e a consequente falta de investimentos e um clima total de instabilidade. Para o cientista político, o cenário otimista corresponde apenas a 20% das perspectivas.

Já o economista Eduardo Gianetti da Fonseca, em sua palestra, traçou uma análise da conjuntura econômica do último mandado de Fernando Henrique Cardoso até o atual de  Dilma Rousseff. Gianetti destacou o papel destacado do Brasil da transição do governo tucano de FHC para o primeiro mandato de Lula, onde o Brasil foi a estrela da economia emergente com um crescimento médio de 4%, em plena crise econômica mundial.

No entanto, o economista avaliou que houve uma piora no cenário econômico desde o segundo mandato de Lula até o primeiro de Dilma. “Hoje não sabemos se o câmbio é ou não flutuante. Também se saiu da horizontalidade na microeconomia, com intervenções pontuais do governo em alguns setores e com a expansão da oferta de créditos pelo BNDES”, disse ele.

Na conclusão da palestra, Giannetti elogiou a escolha do nome de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda, porém ressaltou a indefinição do cenário econômico daqui pra frente. “Levy tem atributos técnicos impecáveis para fazer as mudanças econômicas necessárias.

Depois das apresentações, o “Pró-Saúde 2015/Fechando 2014”, prosseguiu com um debate entre os líderes e presidentes das instituições do segmento saúde: a presidente da ABRAMED, Cláudia Cohn, o presidente da CBDL, Fábio Arcuri; o presidente da ABIAD, Carlos Eduardo Gouvêa; o presidente da SBAC, Irineu Grinberg; a presidente da SBPC/ML, Paula Távora e o presidente do Sindhosp, Youssif Ali Mere, com mediação de Wilson Shcolnik, Diretor de Qualidade da SBPC e Coordenador da Câmara Técnica da ABRAMED.

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