Venda de medicamentos genéricos cresce 10, 6% em 2014

Categoria movimentou R$16,2 bilhões em 2014 e responde por 28% dos medicamentos comercializados nas farmácias brasileiras

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Novembro de 2015 Edição do Mês

Pró-Genéricos


 

Em um ano marcado pelo fraco desempenho da economia brasileira, o mercado de medicamentos genéricos conseguiu manter um crescimento acima da casa dos dois dígitos em unidades, com expansão de 10,6%, superando os 7,9% registrados pelo mercado farmacêutico brasileiro. As informações, levantadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health, apontam que foram comercializadas 871,7 milhões de unidades de medicamentos genéricos ao longo dos 12 meses de 2014, contra 788,2 milhões em 2013.

As indústrias de genéricos realizaram vendas de R$16,2 bilhões frente aos R$13, 7 bilhões registradas em 2013, o que representa um crescimento de 18,5%. Em faturamento, o desempenho do mercado de genéricos também ficou acima da média registrada pelo mercado farmacêutico total, que foi de 13,2%. As vendas totais de medicamentos no varejo brasileiro somaram R$65,7 bilhões em 2014 contra R$57,8 bilhões registrados no ano anterior.

“Com preços, em média, 60% inferiores aos produtos de referência, os genéricos ganham ainda mais relevância em cenários de economia estagnada e risco de comprometimento na renda”, afirma Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos.

Mas a executiva acredita que o desempenho acima da média do setor se dá principalmente pelo amadurecimento dos genéricos como uma política eficiente de saúde pública, aliando em um mesmo produto, preço baixo, qualidade, eficácia e segurança. “Conquistamos a confiança do consumidor e dos profissionais da saúde, que sabem que podem contar com os genéricos”, analisa.

Economia ao Consumidor

A PróGenéricos monitora, desde 2001, a economia acumulada pelo genéricos aos consumidores brasileiros que chegou a R$55,4 bilhões em 2014. “Esse valor é a soma da economia realizada por todos os consumidores que desde 2001 optaram em alguma situação por comprar um genérico e não um produto de referência ou de marca”, explica Salles.

Apesar dos números superiores aos registrados pela indústria farmacêutica como um todo, além de ficar muito acima do desempenho geral da economia brasileira, os fabricantes de genéricos afirmam em unanimidade que esperavam um crescimento de pelo menos 15% em unidades. “O mercado de genéricos é bastante competitivo e se faz por vendas em escala. Quando maior crescimento, melhor para as indústrias e para o país como um todo, pois representa ampliação doa cesso a medicamentos, que é o principal objetivo dos genéricos enquanto política de saúde pública”, afirma.

Participação de Mercado

Salles afirma, ainda, que o genérico ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. Com 28% de participação de mercado registrada em 2014 (em 2013 era 27%), a executiva espera que o setor bata em 2015 a marca de 30% de participação de mercado. “O mundo traz grandes experiências em países em que há apoio governamental por meio de políticas de acesso. Nesses casos, a participação de mercado é bastante superior à brasileira”, explica. A executiva reforça que no Brasil, o Programa Farmácia Popular vem exercendo o papel de ampliar o acesso por meio de subsídios e co-pagamento. Os genéricos são 85% dos produtos dispensados no programa. 

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