Cardiologia do Hospital Mãe de Deus ganha nova estrutura

Dividido em três etapas, processo de atendimento segue padrões do Colégio Americano de Cardiologia

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Novembro de 2015 Edição do Mês

Da Redação


 

 

As cardiopatias seguem como a principal causa de morte entre os gaúchos. Em resposta a este quadro, o Instituto de Doenças Cardiovasculares do Hospital Mãe de Deus inaugurou na última segunda-feira (10) sua nova estrutura assistencial, que visa o pronto-atendimento, assistência médica especializada e reabilitação, envolvendo uma equipe multiprofissional.

Inspirado em preceitos de organizações como o Colégio Americano de Cardiologia, o centro reúne expertise multidisciplinar e alta capacidade em diagnóstico e tratamento. O local passará a ter leitos dedicados à especialidade e priorizará o foco no paciente através do Programa de Assistência Gerenciada.

A iniciativa possibilita o atendimento específico para cada tipo de doença cardiovascular sob a supervisão de um profissional responsável, culminando em maior segurança e sucesso dos tratamentos.

O Centro prevê um roteiro assistencial formado por três diferentes áreas com funcionamento 24 horas, capaz de atender todos os tipos de patologias cardiovasculares. Conforme a política de humanização do HMD, a família terá acesso às informações do paciente durante todo o circuito na nova estrutura.

Em casos de infarto, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia prevê em suas diretrizes que o período entre o reconhecimento do quadro e a realização de uma angioplastia primária (intervenção via cateter) não deve passar de 90 minutos”, destaca o gestor do Instituto de Doenças Cardiovasculares do Hospital Mãe de Deus e um dos idealizadores do projeto, Euler Manenti.

O cardiologista Dr. Alcides Zago, gestor do Centro de Terapia Endovascular do HMD, ressalta que o diferencial entre os equipamentos à disposição da nova estrutura é o Aparelho de Tomografia Endovascular (OCT), que possibilita a visualização de lesões dentro das artérias coronárias. “O recurso nos permite confirmar a correta acomodação do stent (prótese) na parede do vaso, evitando assim complicações futuras”, conta.

Haverá, ainda, a conectividade com a Sala Híbrida, uma das poucas instaladas no país e que permite a realização simultânea de diferentes intervenções cirúrgicas. “Essa capacidade para atender a casos mais complexos, tendo os recursos de um hospital geral e profissionais devidamente capacitados, nos posiciona como referência na cardiologia nacional, equiparando a outros grandes centros do Brasil e do mundo”, avalia o chefe do Serviço de Cirurgia Cardiovascular e Centro da Aorta do Hospital Mãe de Deus, Eduardo Saadi.

De acordo com Euler Manenti, o lançamento deste novo centro é fruto da reestruturação da linha assistencial da Cardiologia do Hospital Mãe de Deus. “Faz parte de um processo de crescimento. Como os casos de doenças cardíacas vêm aumentando constantemente, identificamos a necessidade de atender com presteza e com uma equipe multiprofissional especializada na área. Equipe essa que atua no hospital há mais de 13 anos”, relata.

O treinamento destes profissionais ocorreu dentro do TOP Cardio, grupo multiprofissional que realiza encontros semanais para o planejamento de melhorias contínuas da assistência. O programa de capacitação é inspirado em uma iniciativa semelhante do Colégio Americano de Cardiologia, chamado GAP, que visa diminuir o espaço entre o conhecimento técnico e a prática cardiológica.

 

Programa de Assistência Gerenciada

Os processos que integram essa reestruturação da Cardiologia do HMD foram desenhados com o foco no paciente e responde ao Programa de Assistência Gerenciada, iniciativa que consiste na divisão das linhas de cuidado, com métodos específicos de atendimento para cada tipo de doença cardiovascular.

Trata-se de um modelo reconhecido internacionalmente, aplicado nos EUA e em outros países. As unidades e setores da estrutura são interligados por meio de um profissional que realiza a supervisão contínua do paciente ao longo de cada etapa do processo, desde sua entrada na Emergência Cardiológica até a saída da Unidade de Reabilitação.

Este modelo de gerenciamento aumenta a segurança do paciente, diminui o tempo de permanência no hospital, além de proporcionar atenção especial ao paciente e seus familiares. Tudo planejado dentro da política de humanização do HMD”, explica a enfermeira Fernanda Guimarães.

A assistência ao cardiopata não ficará resumida somente na internação. A família será envolvida durante o atendimento para receber informações sobre o processo após a alta. Haverá ainda iniciativas pós-hospitalares, como o encaminhamento de fumantes para tratamento antitabagismo, programa de exercícios físicos e controle de peso e colesterol.

Nosso compromisso ultrapassa a questão do atendimento ao cardiopata dentro do hospital. Ao mesmo tempo em que elevamos a excelência de nossa estrutura e equipe, temos o dever de gerar oportunidades de conscientização ao nosso público a fim de estimular hábitos saudáveis e melhor qualidade de vida”, conclui Euler Manenti.

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