A importância da interoperabilidade no setor de saúde brasileiro

A tecnologia se faz cada vez mais necessária no progresso do setor hospitalar

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Novembro de 2015 Edição do Mês
Ricardo Fernandes

Country Manager da InterSystems no Brasil. Com mais de 10 anos de experiência na área de TI, o executivo atua na coordenação e liderança das áreas de Vendas Marketing, Alianças, RH, Finanças e Serviços Profissionais da InterSystems em toda a América Latina. Fernandes também possui larga experiência no mercado de saúde, onde participou de implementações de sistemas especializados em diversos hospitais.


 

Participando de diversas conferências da indústria de cuidados de saúde, pude constatar que ainda temos muitos desafios no que se refere à evolução deste setor no Brasil, entre esses desafios está o uso da tecnologia da informação. Me parece que os investimentos em tecnologia de cuidados de saúde ainda priorizam as máquinas para fazer exames, e deixam em segundo plano os sistemas que podem contribuir para trabalhar a saúde de forma preventiva, como os prontuários eletrônicos.

Só a partir da construção do histórico clínico eletrônico dos pacientes é que será possível promover a interoperabilidade desses dados, viabilizando que eles sejam compartilhados entre médicos e gestores, para melhorar a qualidade do atendimento, a tomada de decisão dos profissionais de saúde e a gestão do negócio das organizações que atuam neste segmento.

Apesar de uma pequena parte do mercado local já utilizar a interoperabilidade, é necessário aprimorar mais a consciência brasileira no que se refere aos benefícios que ela pode trazer para pacientes e na adoção por equipes médicas e organizações de saúde, públicas e privadas. Fora do Brasil, há uma maior consciência da necessidade de interoperabilidade, e como ela pode ajudar a otimizar a qualidade do atendimento aos pacientes, além de ajudar as empresas a reduzir custos e gerir melhor o negócio.

Sem dúvida, a interoperabilidade vem sendo reconhecida como indispensável para salvar vidas. Afinal, ela viabiliza estabelecer padronização de dados nas informações de saúde dos pacientes, cadastradas nos prontuários eletrônicos, possibilitando que elas possam ser compartilhadas entre profissionais de saúde de hospitais, clínicas, laboratórios e unidades de saúde, para trocar ideias e tomar decisões mais informadas quanto ao diagnóstico.

Os benefícios também se estendem às organizações, que conseguem reduzir custos, pois a interoperabilidade torna viável a análise de informações estratégicas para o negócio, como o tempo gasto no atendimento e o aproveitamento de leitos. Também pode-se analisar as informações do histórico clínico completo dos pacientes, e evitar a duplicação de exames. Ao obter esses dados, é possível trabalhar a saúde de maneira muito mais preventiva, o que contribui, também, para melhorar a saúde da população, reduzindo o número de internações.

A interoperabilidade para o desenvolvimento e a otimização do modelo de saúde, trará um maior empoderamento e engajamento do paciente e de seus familiares no tratamento, já que essa tecnologia possibilita que eles tenham acesso às informações clínicas registradas nos diversos sistemas de informação. Esta informação pode incluir, consultas e exames realizados, sintomas, efeitos colaterais, medicação tomada, pressão arterial, registros de exercícios físicos e alimentação etc.. Além disso, a tecnologia permite estreitar a relação de pacientes e familiares com os profissionais de saúde, para esclarecer dúvidas, receber orientações, e, até mesmo solicitar agendamentos. Isso tudo faz com que o atendimento vá muito além das informações registradas no prontuário eletrônico.

A interoperabilidade é a representação da inovação e do progresso na área de saúde, e a percepção dos usuários quanto aos seus benefícios, um dos pilares para se chegar à excelência no uso dessa capacidade para entregar melhores serviços ao paciente, gerando menos custos às instituições. Sem dúvida é a cura através da informação!

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