Evento debate "Os desafios da saúde no Brasil do século XXI"

Na manhã de hoje (30), o encontro reuniu players no Hotel InterContinental

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Novembro de 2015 Edição do Mês

Da Redação


 

 

Na manhã de hoje (30), aconteceu o evento que reuniu players para debater "Os desafios da saúde no Brasil do século XXI", no Hotel InterContinental. Na abertura do encontro, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Heider Aurélio Pinto, fez um balanço de dois anos do programa Mais Médicos e do financiamento do Sistema Único de Saúde no Brasil. "O Brasil ainda tem poucos médicos e mal distribuídos entre as regiões", afirmou.

Segundo ele, nos últimos anos o País conseguiu avanços importantes na oferta de saúde em regiões pobres e de difícil acesso com o Programa Mais Médicos. Ainda assim, a carência de profissionais de saúde apenas será suprida com uma maior oferta de vagas em cursos de Medicina. "Em dez anos, foram abertos 146 mil postos de trabalho para médicos, mas, neste período, as universidades brasileiras formaram apenas 64% dessa demanda", afirma.

Também houve uma mesa redonda com o ex-ministro da Saúde, que agora atua como diretor executivo do ISAGS (Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde), José Gomes Temporão, sobre como melhorar a gestão da saúde no Brasil. O debate girou em torno da realidade da saúde pública brasileira, a falta de confiança dos brasileiros no SUS e o mercado de Planos de Saúde.

Para finalizar, o gerente de químicos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ), Pedro Lins Palmeira Filho, debateu ao lado do presidente da Interfarma, Antonio Brito, e do presidente do laboratório Cristália, Ogari Pacheco, de uma discussão sobre a preparação da indústria nacional para a crescente demanda de fármacos.

De acordo com dados da organização do evento, o perfil demográfico brasileiro no século XXI criará mais pressões sobre os sistemas de saúde público e privado nacionais.

Em um cenário que combina envelhecimento da população e ascensão social, para universalizar o acesso à população, melhorar os serviços e reduzir o crescente déficit comercial da indústria farmacêutica, será preciso superar diversos obstáculos: financiamento, estímulo à inovação, fortalecimento da cadeia de produção, melhor gestão, regulação mais eficiente e redução da corrupção.

Também será necessário melhorar a formação de profissionais e aumentar o número deles. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 1,8 médicos por mil habitantes, índice bem inferior ao de nações desenvolvidas, a exemplo do Reino Unido (2,7 médicos por mil habitantes) e da França (3,5 médicos por mil habitantes), e até mesmo de vizinhos sul-americanos, como Uruguai (3,7 médicos por mil habitantes ) e Argentina (3,2 médicos por mil habitantes).

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